Por Nezimar Borges
Os dois lados de um fato informativo devem ser colocados à vista do leitor para este ter o conceptivo discernimento a achar conveniente com seu ponto de vista. O caso Battisti é colocado exaustivamente nos meios de comunicação e aqui irá se fazer um contraponto a outros pontos de vista, especialmente neste momento, em que Supremo Tribunal Federal,semana entrante, deverá bater o martelo sobre o caso do ex-militante político, ou como outros querem, do “bandido” Cesare Battisti.
Inocente ou culpado? Nas instancias da justiça italiana Battisti está condenado à prisão perpetua. Sem provas nos autos do processo daquele país, condenado a revelia somente por causa de uma única e exclusiva “prova”: a chamada delação premiada. Acusado por seus ex-companheiros, ativistas militantes da facção da extrema esquerda italiana da década de setenta, chamados de Proletários Armados pelo Comunismo. Battisti nega todos os quatro crimes de que é acusado o que causou sua condenação.
Porem há outros questionamentos para se fazer juízo de valor e poder-se-ia partir da premissa de que ele, de fato e com provas cabais -o que não é o caso- tenha cometido tais crimes, e fazer a pergunta que poderá ter a resposta pelo STF depois do julgamento: Crime Comum ou Crime Político?
Nem um nem outro. Trata-se somente de Perseguição Política. Pois o processo a que o condenou é eivado de ilegalidade, e não cabe a jurisdição brasileira questionar tais “erros”. Portanto citar-se-á apenas um de vários fatos que corrobora para a tese de Perseguição Política: Ao desmantelar a grupo de Battisti no final da década de setenta, a justiça italiana o condenou por fazer parte do grupo juntamente com todos os outros integrantes, a dois anos de prisão. Naquela época, de guerra fria, a Itália vivia um regime dito “democrático” de exceção. Nesse clima de terror da direita conservadora é que Battisti fugiu para a o Reino Unido, este país rejeitou pedido de extradição de Battisti feito pelas autoridades italianas.
Depois, já na França, o governo e a justiça francesa rejeitaram mais um pedido italiano de extradição. Mas doze anos depois, justamente quando o fascista e mafioso Silvio Berlusconi e o presidente Frances Jaques Chirrac, ambos da extrema direita, chegam ao poder, é que acertam a extradição de Battisti. E já anos depois já na era Mitterrand é que Battisti foge para o Brasil com a ajuda inclusive, à época, da então desconhecida modelo Carla Brunni e do serviço secreto francês.
Até então, antes da rejeição da extradição pelo Ministério da Justiça, o caso era desconhecido da camuflagem de Perseguição política. O furor que causou da decisão do ministro Tarso Genro nas autoridades italianas denuncia o caráter político do caso, tais reações é indescritível: A carta que Berlusconi mandou a Lula, “dedo em riste” desrespeitando a autoridade brasileira; o ex-presidente italiano Francisco Corsiga disse que o ministro da justiça fala “cretinices” e que o presidente da republica do Brasil é um “comunista católico”; senador direitista do congresso italiano disse “o Brasil não possui juristas, possui, sim, dançarinas”; outro, o ministro da defesa italiana esbravejou que o Brasil não poderia entrar no G8; mais, o ministro da defesa exaltou do alto de sua ideologia, que amarraria Battisti e o torturaria até a morte e que se pudesse fechava a embaixada brasileira em Roma.
Você inteligente leitor, depois da “berradeira” das autoridades italianas, presidente, ministros da defesa e ministros da justiça, senadores congressistas, deputados...acha que se trata de um simples crime comum o caso Battisti? Se mesmo os autos das condenações do ex-ativista na Itália menciona mais de quarenta vezes “politici di crimini ”.
O chiar das autoridades italianas fez com que a mídia brasileira politizasse e “escondesse” pareceres, contra a extradição do escritor, dos mais renomados juristas nacionais, casos de pessoas conceituadas por casos de defesa da sociedade como Procurador Geral Antonio Fernando, do brilhante Paulo Benavides, Celso Antonio Bandeira de melo; Dalmo Dallari entre outros.
Crime Político ou Perseguição Política? Não importa. Raras as vezes que um intelectual, como Battisti, escritor e autor de vários livros, comete crimes comuns, e quatro em série. O contrário ocorre, e freqüentemente são envolvidos pela história em processos de crimes políticos. E a própria História é rica em casos de envolvimento de grande parte da intelectualidade em questões político ideológico de esquerda, como é o caso de Battisti.
Em um país em que leis, a da Anistia, protegem criminosos políticos dos anos de chumbo, extraditar Battisti será ato selvagem, comparado à da entrega de Olga Binário por Getúlio à Hitler para ser morta em campo de concentração.
A esperança está na Lei, o qual o STF tenta usurpar poderes, em que decisões de cunho político de relações internacionais, a palavra final é do Presidente da República. “Libertà per Battisti!”.
Nezimar Borges – Tecnólogo e Professor
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Caso Battisti: O outro lado
domingo, 8 de novembro de 2009
Flamengo vence Galo no Mineirão e está na briga pelo título
Nostalgia: O título acima é tual, já a foto abaixo é o título de Campeão Brasileiro em cima do Atlético em 80. 
sábado, 7 de novembro de 2009
Palmério Dória e a esquerda amapaense lança "Honoraveis Bandidos"
DO BLO DA ALCINÉA CAVALCANTE
O lançamento de Honoráveis Bandidos
Acabo de chegar do lançamento do livro “Honoráveis Bandidos – Um retrato do Brasil na era Sarney”, do jornalista Palmério Dória, promovido pela Livraria Amapaense no badalado Bar da Celina.
Foi uma noite de alto astral, música e alegria, com centenas de pessoas celebrando a liberdade de expressão.
Passava pouco das 20h quando Palmério Dória chegou ao bar, já lotado, e foi recebido com demorados aplausos. Crianças, jovens, adultos e idosos estavam ali para conhecer de perto, abraçar, ganhar um autógrafo e fazer uma foto com o jornalista que teve a coragem de levantar os tapetes e mostrar toda a sujeira da família Sarney e seus aliados mais famosos.
O bar – apesar de grande – ficou lotado. Muita gente ficou em pé na calçada, no meio-fio e até na rua, mas não arredou pé enquanto não ganhou um autógrafo. Uma lua bochechuda, amarelo-ouro, parecia aprovar toda a manifestação de carinho daquele povo para com o jornalista.
Não sei quantas pessoas estiveram ali, quantos livros foram vendidos. Mas para que vocês tenham uma idéia, Palmério Dória levou cerca de três horas dando autógrafos, enquanto Chico Terra e Zé Miguel tocavam e cantavam músicas que falam de liberdade, de coragem, de esperança e de justiça.

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Eis algumas fotos feitas por esta blogueira e pelo Alípio Junior
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
"Honoráveis Bandidos" será lançado hoje no AP
Será hoje!
A Livraria Amapaense promove hoje, sexta-feira, em Macapá o lançamento do livro “Honoráveis Bandidos, um retrato do Brasil na era Sarney” , com a presença do autor Palmério Dória.
O evento está marcado para começar às 19h no restaurante da Celina, ali na rua Hamilton Silva esquina com a Antônio Coelho de Carvalho, bem ao lado do Ibama e pertinho do estádio Glicério Marques. Com informações da ALCINÉA CAVALCANTE.
Baderneiros tumultuam lançamento de livro sobre Sarney no Maranhão
Baderneiros liderados por assessora de Roseana Sarney invadem sindicato e promovem confusão durante lançamento de livro
5 de novembro de 2009 – http://www.jornalpequeno.com.br
Comandados pela presidente da Federação dos Estudantes do Maranhão, Ana Paula Ferreira Ribeiro, cerca de 15 “estudantes”, a maioria nomeada por Roberto Costa na Secretaria de Esportes e Juventude, resolveram tumultuar o lançamento do livro “Honoráveis Bandidos”, na noite desta quarta-feira no Sindicato dos Bancários, jogando ovos e até uma torta para atingir os jornalistas Palmério Dória e Mylton Severiano, autor e co-autor do livro, que traça a tortuosa trajetória do senador José Sarney, informa o blog do jornalista Raimundo Garrone.
A comandante da tropa de baderneiros, Ana Paula Ferreira Ribeiro, ocupa cargo em comissão no governo de Roseana Sarney, lotada na Secretaria de Esportes e Juventude.
O grupo ainda gritava palavras de ordem e jogava para cima uma cartilha apócrifa com o título “A Navalhada Bandida”, com matérias sobre a operação Navalha, realizada pela Polícia Federal. Leia mais no blog do Garrone. Clique no jogo da velha no final da postagem para ver as fotos de Felipe Klamt do lançamento.







Informações NOTÍCIAS DAQUI
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Descaso – SOS Amapá
– Por Chico Bruno
A situação do Amapá é dramática.
Nem parece que é o estado que elege o senador mais prestigiado pelo presidente Lula: José Sarney.
O governo do Estado está quebrado. Vejam os exemplos que confirmam a assertiva.
O governo estadual desconta no contracheque do servidor a mensalidade do Seguro de Saúde, mas não repassa há três meses os recursos à seguradora Sul América.
Em vista disso, a operadora comunicou através de correspondência aos segurados que eles não mais seriam atendidos nas clínicas e hospitais conveniados.
Dados do Ministério da Saúde, divulgados sexta-feira (30), informam que a dengue no Amapá só cresce. No período de um ano houve aumento de quase 100%. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, responsabilizou o governo do Estado pelo crescimento do número de casos no Amapá.
Tem mais.
Diretores de várias escolas estão desesperados porque não estão recebendo repasses para comprar merenda escolar. O jeito é encerrar as aulas mais cedo.
A maior parte do recurso para compra da merenda vem do PNAE (Plano Nacional de Alimentação Escolar), com contrapartida do governo estadual.
Para receber o recurso, o governo deve aplicar corretamente o dinheiro e prestar contas. O dinheiro federal não está vindo porque o governo está inadimplente.
Não acabou.
Falta água no Hospital de Emergências. Isso mesmo que você leu. Familiares e pacientes carregam baldes para necessidades básicas de higiene.
Enquanto isso, o vice-governador, que é o secretário de Saúde, visita a Indonésia.
Além disso, o Amapá sofre um apagão de energia.
A Eletronorte culpa a falida empresa estadual de eletricidade (CEA), que culpa a estatal federal por não ter comprado o diesel a Petrobras a tempo e a hora para abastecer a Usina Termelétrica de Santana.
O apagão imposto aos moradores varia de uma hora a hora e meia pela manhã, à tarde e a noite. O Amapá retornou no atual governo ao tempo das lamparinas.
O mais interessante é que apesar de tudo isso narrado acima, os deputados estaduais tentam revogar o voto de louvor, aprovado por unanimidade, no dia 27 de outubro, ao jornalista Palmério Dória, autor do livro “Honoráveis Bandidos – Um retrato do Brasil na era Sarney”, que será lançado em Macapá no dia 6 às 19h00min no Restaurante da Celina.
A maioria alega que votou antes de ler o livro. Só depois da leitura é que se deram conta que o livro revela as entranhas perversas do clã dos Sarney.
Por isso, tentam reverter à homenagem por um voto de censura ao autor de tamanha aleivosia.
Afinal, eles conhecem o vigor da chibata do buana.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Feliz aniversário meu amor
Feliz Aniversário
Katinguelê
Feliz aniversário, meu amor
Espero que você esteja muito feliz
Que pena, amor
Não posso fazer o que eu sempre fiz
Queria estar contigo, meu amor
Passar aí de noite, te levar pra jantar
Te dar uma flor
E um beijo gostoso pra celebrar
Mas acho que você não pensa mais em mim
Eu sei que nossa festa já chegou ao fim
Já não sou mais eu que hoje você tem no coração
Talvez à meia-noite eu ligue pra você
Talvez não diga nada pra quem atender
Talvez mande um presente pra você saber
Que eu nunca te esqueci
Quem sabe as coisas mudem no ano que vem
Meu coração descubra que eu sou teu bem
Seja como for, você vai ser sempre meu grande
amor
40 anos sem Merighella
"(...) Carlos Marighella foi abatido pelas forças de repressão da ditadura. Naquele momento elas não mataram apenas o militante intemerato de uma organização de luta, mas um líder que encarnava as aspirações de liberdade e justiça do povo brasileiro.
Os que assumem a grave responsabilidade de combater pelo interesse de todos tornam-se símbolos e constituem patrimônio coletivo. Carlos Marighella deu a vida pelos oprimidos, os excluídos, os sedentos de justiça. Ao fazê-lo, transcendeu a sua própria opção partidária e se projetou na posteridade como voz dos que não se conformam com a iniqüidade social."(Antonio Candido)
Assassinado há 40 anos, situa-se entre aqueles que escreveram as mais importantes páginas da história de lutas do povo brasileiro: Zumbi, Sepé Tiaraju, Felipe dos Santos, Tiradentes, Cipriano Barata, Frei Caneca, Bento Gonçalves, Angelim, Antônio Conselheiro, o "monge" João Maria, Luiz Carlos Prestes, Francisco Julião, Leonel Brizola, Gregório Bezerra, Darcy Ribeiro e tantos outros. São nomes que ainda não saíram das sombras a que a elite insiste em relegar a nossa história. Trinta anos depois de morto, ele prossegue desafiando a generosidade dos vivos, e apontando, para o nosso país, um caminho de futuro, onde todos tenham saúde, educação, trabalho e moradia.
"É preciso não ter medo, é preciso ter coragem de dizer"
Marighella
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sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Feriadão em Almeirim do Pará
Estou em Almeirim/Pa para conhecer o lugar mais fascinante dessa região: A bela Cachoeira do Panama no Rio Parú. Em breve postarei algumas fotos e contar como tudo ocorreu.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
O MST e sua Saúde: Tudo a ver!
(...)
Mas o que a grande mídia esconde são as causas nobres e humanas do Movimento. Além da defesa do pequeno agricultor na posse da terra, do emprego, do trabalho e do direito ao cultivo comunal da terra pelos pequenos, ela também esconde o grande problema de saúde pública decorrente da produção pelo agronegócio: o cultivo em grande escala de sementes modificadas e agrotóxicos totalmente nocivos à saúde humana. (Leia o artigo na íntegra aqui>>)
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Honoráves Bandidos será lançado no Amapá
Livro Honoráveis Bandidos será lançado em Macapá
O livro Honoráveis Bandidos, um retrato do Brasil na era Sarney, será lançado no Amapá com a presença do autor Palmério Dória. O evento promovido pela Livraria Amapaense acontece na sexta-feira, dia 06 de novembro, às 19h no restaurante da Celina, na Av. Antonio Coelho de Carvalho esq. com Hamilton Silva ao lado do Ibama.
Palmério Dória tem 53 anos, é paraense nascido em Santarém e criado em Belém, foi chefe de reportagem na Rede Globo, nos jornais Folha de S. Paulo e Estado de São Paulo. Por requerimento do deputado Camilo Capiberibe, Palmério foi agraciado com um Voto de Congratulação na Assembléia Legislativa, aprovado no dia 27 de outubro último, por unanimidade.
"É a primeira vez o mercado editorial receberá um livro com toda a história secreta do surgimento, enriquecimento e tomada do poder regional da família Sarney no Maranhão e o controle quase total, do Senado, pelo patriarca que virou presidente da República por acidente, transformou um Estado no quintal de sua casa e ainda beneficiou amigos e parentes.
Um livro arrasador, na mesma linha de “Memórias das trevas – uma devassa na vida do senador Antonio Carlos Magalhães,do jornalista João Carlos Teixeira Gomes, também da mesma editora, e que na época do lançamento contribuiu para a queda do poderoso coronel da política baiana. Um best seller que ficou semanas nas listas dos mais vendidos." - Geração Editorial.
O livro já está à venda na livraria Amapaense, Av Pres Getúlio Vargas nº271 s C.
Capítulos:
- Nasceu, cresceu e criou dentes dentro do Tribunal.
- As primeiras trapaças com a urna.
- Al Capone seria aprendiz perto desse rapaz de bigodinho, disse o italiano logrado.
- Coronéis baixam no Maranhão com ordens de Castelo: “eleger” Sarney.
- Um milhão de maranhenses migram.
- Caçula diploma-se em delinquenciologia no governo Maluf.
- Homem da mala morre, dinheiro some, Sarney tem um troço.
- No confisco de Collor, caçula salva a grana da família na calada da noite.
- Na área de energia, vendem até o poste.
- Maranhenses só veem na tevê o que os netinhos da ditadura querem.
- Operação Boi-Barrica pega diálogos de arrepiar.
- Caçula não sai de casa sem o principal adereço: habeas corpus preventivo.
- Lama jorra no Senado. A máquina de atos secretos.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
De araque
DO BLOG DA ALCINÉ CAVALCANTE
Na sessão de ontem da Assembléia Legislativa, deputado Joel Banha (PT) apontou o dedo para Camilo Capiberibe (PSB) e disparou: “sua família é amapaense de araque“, referindo-se ao fato do ex-governador Alberto Capiberibe, pai de Camilo, ter nascido no interior do Pará. Esqueceu o deputado petista que Janete Capiberibe nasceu no município de Amapá e que Alberto Capiberibe, embora tenha nascido no Pará, chegou ao Amapá ainda criança indo morar com a família no Igarapé das Mulheres – que era um bairro da periferia de Macapá.
Na ânsia de atacar Camilo, Joel Banha esqueceu que todos que ele agora defende também vieram das ilhas do Pará para o Amapá, como o governador Waldez Góes e o deputado federal Sebastião Bala Rocha.
Pelo raciocínio do petista, Waldez Góes também é amapaense de araque e não deveria ser governador. Mas se elegeu inclusive com o apoio de Joel Banha.
E o que dizer de José Sarney, por quem o PT morre de amores? Sarney veio de muito mais longe. Não mora no Amapá, não tem família nem bens por aqui, mas tem mandato de senador que conquistou com o apoio e votos da petezada.
Seria Sarney o Araque-mor tucuju?
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Justiça atende pedido do MP e mantém 150 famílias em área invadida de Santana
Santana - 26/10/2009
O promotor de Justiça, Adilson Garcia, interveio em ação e solicitou a reintegração de posse com pedido de liminar para manter 150 famílias em uma área de 50 hectares, no bairro Fonte Nova, em Santana.
Danielly Salomão
O promotor de Justiça Adilson Garcia interveio
Em virtude dos frequentes conflitos entre os moradores do loteamento “Fé em Deus”, no bairro Fonte Nova, de Santana, o Ministério Público, através da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, Cidadania e Consumidor de Santana, interveio e requereu a reintegração de posse com pedido de liminar, para que 150 famílias permaneçam morando na área invadida. O pedido foi aceito pelo juiz de Direito Marcus Quintas.
A área invadida não tinha benfeitorias feitas pelos antigos donos
Na última semana, o promotor de Justiça Adilson Garcia esteve no local e constatou vários danos ambientais, além da ausência de políticas públicas de habitação, saneamento básico, eletrificação, saúde, educação e segurança. “Dada a quase ausência de políticas públicas de habitação no município e o interesse social manifesto por constantes conflitos, constatou-se que a área invadida não cumpre sua função social, já que o direito de habitação é um direito constitucional”, afirma o representante do MP-AP.
No último dia (20) deste mês, o Ministério Público realizou audiência pública para ouvir os moradores e antigos posseiros, que estavam impedindo a passagem dos moradores do loteamento “Fé em Deus”. Entre um dos acordos firmados durante a audiência, coube à Associação de Moradores do Loteamento, pelo senhor José Reinilson Lobato, a construção de cinco lombadas no local, com terraplanagem e tapação dos buracos, bem como a imediata regularização da documentação da Associação.
Audiência pública ouviu moradores
Audiência pública ouviu moradores
“Notificamos todas as autoridades de Santana para que se tomem providências, no sentido de desapropriar a área e implementar as políticas públicas de habitação. E ainda, ao Governo do Estado, para, em conjunto, resolver a questão habitacional do município, em especial a do loteamento”, informa o promotor de Justiça, Adilson Garcia.
A juíza substituta da 2ª Vara Cível de Santana havia dado liminar de reintegração de posse aos então possuidores do terreno Mirna Rafaela e Paulo Rafael Primavera. “A área de recreação, cuja posse é datada de 1992, até a data da invasão só tinha como benfeitorias quiçá meia dúzia de árvores frutíferas, o Ministério Público interveio na lide e requereu a revogação da liminar, o que foi acatado pelo Juiz Titular Marcus Quintas”, explicou o promotor.
Decisão
O juiz Marcus Quintas, da 2ª Vara Cível, de Santana, revogou a decisão liminar, acatando o pedido do Ministério Público, para que as 150 famílias habitantes no loteamento “Fé em Deus” permaneçam no local. No entanto, marcou para o dia 04 de dezembro, às 9h, uma inspeção judicial na área invadida.
No dia 11 do mesmo mês, às 9h, terá uma audiência no plenário do Júri de Santana, com os envolvidos, durante a Semana da Conciliação, realizada pelo Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), em observância à solicitação do Conselho Nacional de Justiça.
sábado, 24 de outubro de 2009
A eleição do Roberto e a "operação faz-me-rir"
João Silva
Gostaria de convidar o internauta para uma análise sobre rumorosos fatos que marcaram a história recente do Amapá, com relevo para a eleição de Roberto Goés, a participação da mídia, e a pavorosa “Operação Faz-me Rir”, próximo de completar um ano dia 25.
Todo mundo sabe que Roberto Goés (PDT) já foi cassado quatro vezes por decisão monocrática proferida por dois juízes de primeiro grau da Justiça Eleitoral do Amapá, Marconi Pimenta e Sueli Pini.
Notório também que apesar disso voltou ao cargo através de liminares sustentadas por argumentos pouco convincentes do ponto de vista jurídico. Até por que a fraude é a fraude, não pode ser relevada por causa do desempenho do prefeito em campanha eleitoral, ajudado pelo primo governador de olho na cadeira de senador.
Quem dera que Macapá precisasse só de asfalto, luz verde e cravos amarelos que enfeitam as praças e rotatórias da nossa cidade desde que Roberto Goês assumiu a PMM, o que não é muita coisa, mas já é uma força, tudo bem.
Sobre destino do prefeito, advogados de boa cepa garantem, aliás, que pedetista não tem como escapar, o que não significa dizer que será cassado por aqui mesmo, embora isso não esteja descartado, afinal de contas a soma das fraudes que o elegeram, levando em conta a robustez das provas, não pode ser olvidada para sempre sem o comprometimento do TRE do Amapá.
Um dos abusos foi o uso indevido dos meios de comunicação social dando versão conveniente aos fatos, publicando pesquisas de origem duvidosa, conduzindo o debate para fazer a cabeça do eleitor. Foi um setor bem aquinhoado pelo novo Prefeito, basta querer enxergar.
Empresários de rádio, televisão, jornal, amigos, filhos, locatários de programas de opinião ganharam bons contratos e cargos importantes; outros foram nomeados para uma assessoria ali, outra boquinha acolá graças a um serviço de concessão pública usado para ferir de morte a normalidade da eleição, como provam cassações impostas ao Roberto.
Uma revelação também de que a mídia chapa branca PERDEU, mas levou...Ou melhor, não empolgou a massa eleitora, não teve credibilidade para construir o resultado do interesse da elite política: a vitória do candidato situacionista no primeiro turno, ele que por pouco, por muito pouco não ficou fora da disputa, ameaçado pelo crescimento de Lucas Barreto.
Portanto traduziu-se um fiasco a orquestração contra adversário direto de Roberto, sabotado nos debates, atacado em todas as emissoras de rádio, em todos os canais de televisão do Estado e páginas de quase duas dezenas de jornais, incluindo os diários, mantidos pelo Governo do Amapá na sua obsessão de domínio total dos meios de comunicação.
Conclui-se, Igualmente, que apesar da intolerância fora inútil campanha feita no mesmo estilo, ou seja, às claras, sem qualquer subterfúgio, objetivando super estimar as possibilidades dos candidatos Roberto Goês (PDT) e Lucas Barreto (PTB), este também candidato da direita, assumido de última hora por um grupo de empresários que não acreditava no candidato do governador.
Definitivo é que até onde pôde o povo resistiu, mostrou nas urnas a sua insatisfação não apenas contra os proprietários dos meios de comunicação, mas também contra Waldez e Sarney, contra grande maioria dos deputados estaduais, dos deputados federais, vereadores e senadores Papaléo Paes e Gilvan Borges, considerando que eles também oferecem sustentação ao quadro desanimador a que está submetida a população do Amapá em áreas essenciais, como da saúde, da educação e da segurança pública.
Daí é que conversei com alguns militantes do PSB, PSOL e PMN; queria saber como uma candidatura enfrentado desgaste interno, ainda tivera força para enfrentar um império eletrônico, o poder político, econômico dos governantes e do empresariado entrincheirados na tentativa de impedir a eleição de Camilo Capiberibe. Explicam militantes do PSB e do PSOL que a performance dos candidatos da oposição não se deveu apenas aos desmandos do Governo e de aliados a frente da administração do Estado, embora isso tenha colaborado.
Além do perfil dos candidatos recomendado pela boa leitura dos fatos, prevaleceu no primeiro turno o trabalho de esclarecimento que a oposição levou para o trabalho de corpo a corpo com o eleitor sofrendo na carne a ausência das ações de governo, vítima da corrupção, da indiferença, da má utilização do dinheiro do contribuinte; e aí entrou o esclarecimento sobre a mídia, como ela funciona, quem está por trás dela, quais os interesses que a move, quem banca e qual tem sido seu papel nos últimos pleitos eleitorais no Estado.
Segundo militante do PSB esse tipo de trabalho mobiliza a militância socialista, os chamados núcleos de base, e tem ajudado o povo a compreender o que se passa nos meios de comunicação social do Amapá e a se prevenir; a ideia é “vacinar” o eleitor contra a sonegação da verdade, o alinhamento da notícia, coisas que não combinam com a diversidade de opinião, com o debate plural e democrático da realidade amapaense. É uma outra frente de luta, a do esclarecimento, da denúncia do aparelhamento do Estado e dos seus malefícios.
Quanto aos números do segundo turno, que reverteram a eleição em favor de Roberto Goês e poderiam rechaçar a tese dos socialistas, essa é outra história, talvez a mais escabrosa que já vi em 43 anos de imprensa, desde que entrei pela porta da frente do semanário A Voz Católica movido pelos meus vinte anos de esperança na transformação desta terra em que nasci, achando que trabalhando em jornal poderia ajudar a construir um mundo melhor.
Verdade é que não tinha como boa parte do povaréu desempregado, pobre e ignorante resistir à mega reação organizado pelo asqueroso senador José Sarney jogando solto contra os que não se vergam à sua passagem por este lugar; custou milhões de reais, uma pequena fortuna que faz falta a um estado pobre, a uma cidade, como Macapá, sem abastecimento de água e serviço de esgoto que satisfaçam as necessidades da sua população, reclamando investimentos que não saem do papel por que o governo não sabe fazer projeto.
E nesse episódio digno de uma camorra, verdade se diga, os tubarões dos meios de comunicação social e outras piabas que sobrevivem da desinformação não passaram de coadjuvantes, ou foram limitados ao papel de figurantes. O que desequilibrou mesmo foram os cifrões da operação “Faz-me rir” feita com dinheiro de origem duvidosa. O nome da operação resulta de uma constatação curiosa: quando o eleitor era abordado ficava sério, mas quando via as notas novinhas de 100 e 50, invariavelmente ria...Riam todos, aliciados e aliciadores...
Joaosilva.ap@uol.com.br
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Escola São Benedito (STN) é Campeão estadual feminino sub-20
Em jogo emocionante realizado ontem, 20 de outubro, a esola São Benedito sagrou-se campeão derrotando a escola representante de Macápá. Impressionante foi a qualidade técnica das meninas, longe daquelas com corpos masculinizados, elas deram um show de bola. Mais uma vez, fiquei impressionado com a qualidade do jogo. No tempo normal terminou 3x3, a vitória veio nos emocionantes penaltes.
A escola de Santana saiu atrás no marcador chegando a perder por 2x0, mas ainda no primeiro tempo as meninas da São Benedito descontaram e o primeiro tempo terminou com este placar. No segundo, em jogo emocionante, as adolescentes lideradas pela "cracaça", a linda Sabrina, virou o jogo em 3x2. No final foi só pressão do time de Macapá que empataram no finalzinho.
Nos penaltes, escola São Benedito nao perdeu nenhuma possibilidade, quanto que o time tucuju perdeu uma. Foi emocionante. Parabéns meninas!
A craque Sabrina
terça-feira, 20 de outubro de 2009
PP o promeseiro
Há quase três anos houve um incêndio que destruiu parte da área comercial de Laranjal do jari, na ocasião o vice-governador, juntamente com o seu titular WG, estiveram no local e como de praxe promessas e promessas...
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Igreja critica novo livro de Saramago
Do YAHOO NOTÍCIAS
LISBOA, Portugal (AFP) - "Caim", livro mais recente do português José Saramago, gerou polêmica ao chegar às livrarias nesta segunda-feira, depois que o episcopado lusitano afirmou que se trata de uma mera "operação publicitária" do Prêmio Nobel de Literatura de 1998.
O livro, que narra em tom irônico a história bíblica de Caim, filho de Adão e Eva que matou o irmão Abel, foi apresentado no domingo em Penafiel pelo autor.
"A Bíblia é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana", declarou Saramago.
"Sem a Bíblia, um livro que teve muita influência em nossa cultura e até em nossa maneira de ser, os seres humanos seriam provavelmente melhores", completou.
O romancista denunciou "um Deus cruel, invejoso e insuportável, que existe apenas em nossas mentes", e afirmou que sua obra não causará problemas com a Igreja Católica "porque os católicos não lêem a Bíblia".
"Admito que o livro pode irritar os judeus, mas pouco me importa".
O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, Manuel Marujão, chamou o livro de "operação publicitária".
"Um escritor da dimensão de José Saramago deveria tomar um caminho mais sério. Pode fazer críticas, mas entrar em um gênero de ofensas não fica bem a ninguém, e muito menos a um Prêmio Nobel", afirmou.
O rabino Elieze du Martino, representante da comunidade judaica de Lisboa, afirmou que "o mundou judeu não vai se escandalizar com os escritos de Saramago nem de ninguém".
"Saramago desconhece a Bíblia e sua exegese. Faz leituras superficiais da Bíblia", disse.
Saramago provocou revolta em 1992 com "Evangelho segundo Jesus Cristo", no qual mostra um Jesus que perdeu sua virgindade com Maria Madalena e que era utilizado por Deus para ampliar seu poder no mundo. O escritor se mudou pouco depois de Portugal e foi morar em Lanzarote, no arquipélago espanhol das Canárias.



