Geraldo Vandré "Pra não dizer..."

Sábado, 4 de Julho de 2009

História secreta da simulação da renúncia de Sarney

Escrito por Josias de Souza
Brasília respirou, entre terça e quarta-feira, a expectativa de uma renúncia planejada para não acontecer. Moído por uma crise que o persegue há cinco meses, José Sarney pôs em marcha uma estratégia definida por um de seus aliados como “Plano Jânio Quadros”.

Jânio, como se sabe, renunciou à presidência da República, em agosto de 1961, seis meses e 23 dias depois de ter sido empossado. Em texto manuscrito, de cunho enigmático –“forças terríveis levantam-se contra mim”—, comunicou a decisão ao Congresso e voou para São Paulo.

Esperava que o Legislativo recusasse a renúncia e que o povo fosse às ruas clamar por seu retorno. Não ocorreu nem uma coisa nem outra. O resto é história. Sarney –“um Jânio sem álcool”, na definição ouvida pelo blog— simulou a renúncia para “voltar” a um cargo que lhe foge. Sem o inconveniente de deixar a cadeira.

Para livrar sua “presidência” das aspas que a conspurcam, Sarney tramou uma ressurreição “nos braços do PT”. Deu-se o seguinte:

1. Na manhã de quarta, Sarney recebeu em sua mansão, no Lago Sul, Aloizio Mercadante e Ideli Sanvatti. Foram contar a ele um segredo de polichinelo. Na noite anterior, a bancada do PT posicionara-se a favor do seu afastamento. Licença de um mês. Sarney refugou. Licença não tiraria. Ou o PT o apoiava ou renunciaria.

2. Sem que Mercadante e Ideli suspeitassem, Sarney armava a reação desde a tarde da véspera, quando a notícia sobre a cara virada do PT lhe chegara aos ouvidos. Em segredo, conversara pelo telefone com Lula, que estava na Líbia. Queixara-se da movimentação do petismo. Ouvira de Lula críticas acerbas ao PT. O presidente chamara de amadores os senadores de seu partido. E tranquilizara Sarney.

3. Lula acionaria, desde a Líbia, a ministra Dilma Rousseff e o chefe de gabinete dele, Gilberto Carvalho. Ordenou-lhes que agissem para deter o “amadorismo” do PT. Na noite de terça, enquanto a bancada petista apreciava o pedido de licença de Sarney –7 votos a favor e 4 contra– o “alvo” reunia-se secretamente com Dilma e Carvalho, na casa da ministra.

4. Sob orientações de Lula e de olho na preservação do apoio do PMDB à sua candidatura presidencial, Dilma acalmou Sarney. Pediu que aguardasse o retorno do chefe. Tudo seria solucionado, disse. Assim, Lula e sua principal ministra já haviam vendido a Sarney o apoio do PT, que Mercadante e Ideli diziam não existir.

5. Sarney tinha razões para escorar-se no governo. O plenário fervia. Três partidos exigiram a sua licença: PSDB, PDT e até o DEM. Sem o PT, sua “presidência”, já comprometida pelas aspas, poderia virar cinzas. Na conversa com Mercadante e Ideli, testemunhada por Renan Calheiros, Sarney, na pele de “Jânio sóbrio”, como que devolveu o problema ao PT e ao governo. Parecia jogar o seu futuro numa única mão de cartas. Mas a renúncia era teatro.

6. Quatro dias antes, no início da noite de um domingo frio de Brasília, um Sarney apegado ao cargo e seu escudeiro Renan Calheiros tiveram uma primeira reunião sigilosa com com Lula. Dera-se na Granja do Torto. Lula se preparava para a viagem à Líbia. Àquela altura, a fuga do DEM tinha a forma de uma ameaça, pendurada nas manchetes pelo líder José Agripino Maia. Sarney e Renan pareciam descrer. Pelo sim, pelo não, decidiram testar os limites do apoio de Lula. Não havia limites. O presidente prometeu-lhes apoio irrestrito.

8. Tampouco o PSDB, parceiro de oposição do DEM, levava a sério os arroubos de Agripino. “Não vão chegar a tanto”, dizia, na segunda-feira, o presidente tucano Sérgio Guerra ao dissidente peemedebista Jarbas Vasconcelos. Estavam no aeroporto de Cumbica, em São Paulo. Retornavam de uma viagem a Estocolmo. Àquela altura, Agripino já havia costurado o rompimento.

9. O líder ‘demo’ entendera-se com os “formadores de opinião” de sua bancada. Até o sereno Marco Maciel apoiara a tese do afastamento de Sarney. A decisão do DEM foi vendida ao público como “consensual”. Meia-verdade. De 14 senadores, três saíram da reunião como votos vencidos: Eliseu Resende (MG), ACM Jr. (BA) e Heráclito Fortes (PI).

10. Primeiro-secretário da Mesa presidida por Sarney, Heráclito ponderou que o rompimento poderia empurrar Sarney para a reunúncia. Pintou um cenário de caos. Agripino atalhou a argumentação com uma idéia que sabia inviável: “Por que não uma candidatura própria, de Marco Maciel? Ficava claro que, além de romper com Sarney, o DEM já esboçava a sucessão. Agripino prevaleceu.

11. No meio da reunião do DEM, tocou o telefone. Era o tucano Sérgio Guerra. Queria que Agripino aderisse a uma proposta de última hora: a constituição de um grupo de senadores notáveis. Reformariam o Senado sob um Sarney manietado. Agripino já havia sido informado dos planos de Guerra por Renan, procurado antes dele. Reagira mal. Chamara a proposta de “tolice”. Nem atendeu ao telefone. Mesmo sem o assentimento de Agripino, Guerra foi à casa de Sarney. Levou a tiracolo os tucanos Alvaro Dias e Marisa Serrano.

12. Apresentado à tese da constituição do grupo de senadores insignes, Sarney simulou interesse. Disse que iria pensar. Os tucanos disseram-lhe que nem precisaria se licenciar do cargo. Bastaria um afastamento informal. Não queriam ver Sarney pelas costas. De quebra, sondaram-no sobre a disposição de instalar a CPI da Petrobras. “Parece que nem a oposição está interessada”, provocou Sarney.

13. O tucanato estava, sim, interessado. Sarney e Renan trataram de levar esse interesse ao caldeirão da crise como mais uma ameaça ao governo. Em seus diálogos, deixaram antever que, ao menor sinal de abandono, o PMDB ajudaria a abrir a CPI.

14. Lula manteve a mão estendida. Mal posou na base aérea de Brasília, na noite de quarta, discou para Sarney. Antes, telefonara para Ideli Salvatti, que lhe relatara um encontro ameno de Sarney com dez dos 12 senadores do PT. Só Marina Silva e Eduardo Suplicy ousaram repisar a tese da licença diante de Sarney. A bancada parecia ceder à pressão. Lula sentiu o pulso de Sarney e agendou uma conversa com ele. Seria na quinta. Foi transferida para sexta. O presidente quis, primeiro, avistar-se com o PT.

15. Lula testemunhou ao vivo o “amadorismo” que pressentira à distância. Cinco senadores petistas defenderam a licença de Sarney. Em resposta, reduziu a crise do Senado a uma “guerra política”. Lembrou 2010 e apelou à governabilidade. Encurralado, o PT reunirá sua bancada, de novo, na próxima terça. De antemão, Lula disse a Sarney, nesta sexta, que entregará a mercadoria que prometera. Se conseguir, José ‘Quadros’ Sarney ganhará sobrevida para continuar conduzindo o Senado. Não se sabe para onde.

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Chico Buarque dribla tietagem na Flip e engrena belo debate com Hatoum

03/07 - 22:02 - Marco Tomazzoni, enviado a Paraty

PARATY – Só de entrar na Tenda dos Autores, já dava para perceber que algo estava diferente. A quantidade de fotógrafos na beira do palco, os cinegrafistas amontoados ao fundo e a ausência de qualquer lugar vago na plateia denunciavam: Chico Buarque estava para chegar. A maior estrela da sétima edição da Flip participou nesta sexta-feira (03) da última conferência do dia, “Sequências brasileiras”, e ao contrário do que se imaginava, a presença do astro não ofuscou nem um pouco seu companheiro de mesa, Milton Hatoum, apesar da constelação de flashes que pipocou entre as cadeiras
quando o compositor adentrou o recinto. Mediados pelo professor Samuel Titan
Jr., os dois protagonizaram um brilhante painel sobre suas últimas obras,
publicadas neste ano.



"Escrever é muito chato", brincou Chico, em noite bem-humorada na Flip
O curioso, e que inspirou a reunião do par em Paraty, são as similaridades entre
os trabalhos os livros. Tanto “Órfãos do Eldorado”, de Hatoum, e “Leite
Derramado”, de Chico, são narrados por velhos centenários, atordoados por
personagens femininas envolventes e marcantes. As coincidências são tão fortes
que Chico confessou ter pensado, ao ler a novela de Hatoum: “Diabo, esse cara
copiou meu livro! E ainda lançou mais rápido, em março”, brincou. Mais tarde,
bem à vontade, voltou à carga: “Imaginação não existe, tudo já estava no Google.
No meu e no seu”.
Encomendado por uma editora escocesa, “Órfãos do Eldorado” começou através de
uma história que Hatoum vivenciou na infância e ficou latejando na memória. Já
havia escrito metade do livro quando percebeu que se encaminhava para um épico
de 200 páginas, embora seu limite fosse de 25 mil palavras. Como resultado,
precisou parar tudo, repensar o narrador e a narrativa para concluir o projeto.
“Foi uma angústia, tinha só um ano para acabar. Nunca mais faço encomenda, nem
de bilhete.”
Acostumado às estruturas mais robustas de seus romances anteriores – “Cinzas do
Norte”, “Dois Irmãos” –, o escritor precisou acomodar em pouco espaço uma trama
que trabalha com o mito amazonense do Eldorado, a cidade encantada, e se
desenrola por mais de um século, desde a Guerra da Cabanagem, na década de 1830.
“Foi um exercício de concisão escrever uma novela. Juntar tanta coisa foi como
transformar toda uma construção amazônica em uma palmeira nua.”
Das pesquisas para ambientar o livro, se preocupou em não se basear pura e
simplesmente nas lendas da região, onde nasceu. O objetivo, segundo Hatoum, era
partir do popular para chegar à sua própria história. “A ideia era escrever um
relato em que o mito se transformasse em uma narrativa de ficção, realista.
Quando o mito começa a perder sua crença, aí torna-se ficção.”
Chico disse não saber exatamente quando o velho Eulálio, de “Leite Derramado”,
surgiu. Contou que, ao contrário dos escritores, quando termina um romance não
quer mais saber de literatura. Como haviam se passado seis anos desde
“Budapeste”, teve que reaprender como se escreve um livro e começou,
curiosamente, lendo sobre barcos e as crônicas verídicas de um certo navio
francês que viajava pela costa brasileira. O estalo se deu quando ouviu uma
música sua que julgava esquecida, “Velho Francisco”, regravada por Monica
Salmaso. “Naquela letra de um velho contando histórias, com memória remota,
encontrei meu narrador.”
A partir daí, chegou ao enredo, no qual um aristocrata decrépito em uma casa de
hospital relembra, em um vai-e-vem de imagens confusas, as glórias da família,
em berço de ouro desde os tempos do Império, e a derrocada emocional e
financeira depois de seu casamento na juventude. Tão enxuto quanto o livro de
Hatoum, “Leite Derramado” foi até motivo de piada para Chico. “Escrever é muito
chato. Sem a fonte grande e o espaçamento, seria um livro honestamente com 150
páginas. Se tirasse tudo que o sujeito repete, então, ficaria com 20.”
O trânsito fácil com as décadas passadas – a ação da história se passa boa parte
em 1929 – se deve, mais do que à pesquisa, ao próprio passado de Chico e à
convivência com seu pai, o sociólogo Sérgio Buarque de Hollanda. “Com a idade, a
gente começa a ter intimidade com o passado, lembranças claras. E como filho de
historiador, lembro das coisas que ele falava. Papai gostava muito de fofoca e
conversava com os amigos essas histórias que não estão nos livros.”
Respondendo às perguntas do plateia, o compositor não conseguiu fugir do assunto
e sim, falou de música, mas para falar que quando escreve, não mexe com nada
disso nem ouve coisa alguma. “Não vejo ligações maiores entre letra das músicas
com literatura, apesar de preciso ver se as frases são cantaroláveis em algum
lugar da minha cabeça.” Ao mesmo tempo, confessou que não consegue ver uma
hierarquia de qual arte é mais importante. “Não sei se Guimarães Rosa é mais
importante do que João Gilberto, e não sei se algum dia vou saber.”
Cercado por seguranças, Chico Buarque deixa sessão de autógrafos após o
debate

Neste sábado, a programação começa com o debate sobre música com o crítico do
New York Times Alex Ross, segue para o aguardo encontro entre os franceses
Sophie Calle e Grégoire Bouillier e traz ainda dois dos principais convidados
desta Flip: Gay Talese e António Lobo Antunes. O quarto dia em Paraty promete.
Veja a agenda:
- 10h, Mesa 11: "O dissonante século XX"
Alex Ross
Mediação: Arthur Dapieve
- 11h45, Mesa 12: "Entre quatro paredes"
Sophie Calle
Grégoire Bouillier
Mediação: Angel Gurría-Quintana
- 15h, Mesa 13: "Segredos de família"
Anne Enright
James Salter
Mediação: Liz Calder
- 17h, Mesa 14: "Fama e anonimato"
Gay Talese
Mediação: Mario Sergio Conti
- 19h, Mesa 15: "Escrever é preciso"
António Lobo Antunes
Mediação: Humberto Werneck
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Na Flip, biólogo Dawkins fala sobre religião e evolução

“Fé e ciência não vivem juntos” - o cartaz,
espalhado pela cidade de Paraty, parece uma saudação de boas vindas ao biólogo e
escritor britânico Richard Dawkins, um dos darwinistas mais influentes em
atividade no mundo e autor de "Deus, um Delírio". Ontem, ele participou da
última mesa do dia, na 7ª Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip.
“Ainda não vi esse cartaz mas seus dizeres são verdadeiros”, disse ele, ontem de
manhã, em entrevista coletiva. “A maioria das pessoas é ignorante em relação à ciência e prefere acreditar em Deus.”

Ateu confesso e praticante, a ponto de participar ativamente de campanhas como a
que cobriu ônibus de Nova York e Londres com a frase “Deus provavelmente não
existe”, Dawkins fomenta a polêmica com frases diretas. Para ele, muitos dos
problemas modernos estão diretamente relacionados com a religião - o
fundamentalismo, por exemplo, justificaria o ataque terrorista a Nova York, em
11 de setembro de 2001. “A religião não oferece coisas boas, obrigando as
pessoas a viverem entre a escolha do bem ou do mal. Também não oferece uma
explicação convincente para a evolução do homem. Acho que acreditar em algo que
não tenha evidências é muito perigoso.”

Vindo de uma passeio pelo Pantanal, região mato-grossense que o fascinou, o
cientista não encontrou naquele exemplo de natureza um toque divino. “Na
verdade, para mim foi uma grande experiência estética.” Dawkins preocupa-se com
a proteção natural recebida pelas religiões, o que as tornam inatacáveis para
grande parte das pessoas. “Acredito que a maioria das pessoas tenha uma
predisposição para a crença religiosa e até tenho amigos com muita fé que são
ótimas pessoas. Mas isso não pode ser levado ao extremo, pois a fé religiosa
pode levar, como já vimos várias vezes, a guerras.”

Apesar do tom crítico, Dawkins conta que muitas de suas obras, como "Deus, um
Delírio", deveriam, na verdade, divertir o leitor. “Sei que os críticos o
consideraram agressivo, arrogante, mas é um livro engraçado.” A ciência, aliás,
não pode se fechar em si mesma, acredita o britânico, que a considera, por
exemplo, o veículo ideal também para a poesia. “Carl Sagan foi um dos que
perceberam isso ao olhar para as estrelas.” As informações são do jornal O
Estado de S.Paulo.

Mais sobre a FLIP

Ubiratan Brasil
Diversidade cultural inspira a Flip

"O número de escritores diminuiu (de 41 do ano passado para 34) e o orçamento previsto (R$ 5,9 milhões, captados por meio de leis de renúncia fiscal) foi fechado à custa de muito suor, por conta da crise econômica mundial - há um mês, nem todos os patrocinadores haviam confirmado sua participação. Mesmo assim, a 7ª Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip, começa hoje com a imagem intacta: continua como o principal evento de literatura do País, tanto pela qualidade de programação como pelo interesse de público.

‘O propósito sempre foi o de buscar a diversificação, evitando que a Flip se transformasse em uma reunião de acadêmicos’, comenta Flávio Moura, curador do evento desde o ano passado, justificando a eclética programação deste ano - além de figuras renomadas da literatura (como o professor Davi Arrigucci Jr., que faz hoje a conferência de abertura sobre Manuel Bandeira, ou o português António Lobo Antunes), também estarão na Tenda dos Autores quadrinistas (como o premiado Rafael Grampá), cineasta (Domingos Oliveira), biólogo evolucionista (Richard Dawkins), artista plástico (Sophie Calle), crítico de arte (Catherine Millet) e jornalistas (Gay Talese, Zuenir Ventura).

A diversidade, no entender de Moura, se justifica pelo fato de que a literatura não serve como único parâmetro como medida do valor da produção de conhecimento atual. Nesse raciocínio, justifica-se, portanto, a volta do músico, cantor e escritor Chico Buarque de Holanda que, neste ano, lançou o romance Leite Derramado (Companhia das Letras), e cuja mesa, ao lado do escritor e colunista do Caderno 2 Milton Hatoum, transformou-se na mais disputada do evento.

Assim, evitando ser um evento congelado no tempo e fechado, a Flip inspira-se na atualidade para conseguir uma conexão mais imediata com seu público. Os 20 anos do massacre da Praça da Paz Celestial, na China, por exemplo, motiva a obra Pequim em Coma (Record), de Ma Jian.

O crescimento da Flip é um dos assuntos recorrentes a cada edição. A primeira, realizada em 2003, ocupou a Casa de Cultura de Paraty. A capacidade para 178 espectadores, no entanto, logo se revelou pequena, solucionada no ano seguinte com a construção da Tenda dos Autores que, desde então, se mantém com uma média de 550 assentos.. ‘E, para garantir o conforto do público e também dos convidados, esse número não cresce, apesar da procura ser cada vez maior’, explica Moura.

A solução foi diversificar o entorno, ou seja, incrementar os eventos paralelos que, inicialmente tímidos, agora ocupam posição de destaque durante os cinco dias literários. É o caso da programação do Flip-Etc. que, neste ano, passa a se chamar Flip - Casa da Cultura. A partir de amanhã, o tradicional espaço de Paraty será ocupado por importantes discussões como a do centenário de morte de Euclides da Cunha, mesa promovida pelo Estado (leia abaixo).

Também lá, o público terá a chance de conversar com franceses como David Foekinos e Ollivier Pourriol (amanhã). Ou ainda acompanhar discussões sobre o cinema, como no encontro de Pedro Buarque de Holanda com Rita Buzzar ou no debate sobre o papel dos roteiristas na atualidade, eventos programado para sexta-feira.

O trabalho com as crianças continua ativo na Flipinha, que desenvolve uma programação educativa na formação de leitores - neste ano, Ruth Rocha comemora seus 40 anos de carreira em atividades com seu público infantil. E, para saciar aqueles leitores intermediários, que já deixaram a infância mas ainda não atingiram a maturidade, foi criada a FlipZona, com oficinas de produção e edição de áudio e vídeo, caracterização teatral, entre outros eventos.

Para o próximo ano, alguns patrocinadores prometem aumentar sua ação. Como o Itaú que, depois da fusão com o Unibanco, tornou-se também incentivador - pelo seu projeto Itaubrasil, vai distribuir gratuitamente, via online, mais de 30 obras literárias que já caíram em domínio público."

Flip: Richard Dawkins diz que religião é justificativa para atos "terríveis"

Rio de Janeiro, 2 jul (EFE).- O etólogo e biólogo britânico Richard Dawkins disse hoje no Brasil, onde participa da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que a religião "é a justificativa para fazer coisas terríveis, como assassinatos ou terroristas suicidas".

Dawkins, que participará esta tarde em uma das mesas-redondas da Flip, argumentou, no entanto, que não acha que as pessoas religiosas sejam "más", e inclusive "muitas de suas ações são motivadas pelo desejo de fazer o bem".

Autor de livros como "Deus, um Delírio" e "O Gene Egoísta", o cientista disse, em entrevista coletiva, que a falta de informação é um dos principais motivos para que as pessoas recorram à fé religiosa.

"Acabo de retornar do Pantanal e fiquei deslumbrado com tanta beleza", disse Dawkins, acrescentando que, "se não conhecesse Darwin, ajoelharia e diria que isso é obra de Deus".

Firme defensor das teorias evolucionistas e do livro "A Origem das Espécies", obra de Charles Darwin que este ano completa 150 anos, disse que este livro "é o mais importante da história, porque consegue resolver o maior mistério da vida: por que somos o que somos".

"É um livro que não foi devidamente reconhecido por causa da ignorância e porque a religião quer fornecer explicações preparadas para mentes mais ingênuas", acrescentou o cientista.

Dawkins, reconhecido ateu e humanista, lembrou sua recente participação em uma campanha a favor do ateísmo através de inscrições nos ônibus de Londres nas quais se podia ler "Deus provavelmente não existe. Então, pare de se preocupar e vá aproveitar sua vida".

Neste sentido, mostrou-se partidário em utilizar um termo mais "amigável" para definir os ateus e evitar "os preconceitos existentes".

Dawkins defendeu como uma possibilidade a palavra inglesa "bright", cuja tradução literal seria brilhante ou inteligente, e que já é utilizada por algumas correntes do ateísmo.

A sétima edição da Flip começou ontem e terminará no próximo domingo
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Festa literária internacional de Paraty

FLIP-Festa literária internacional de Paraty

Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Fora Sarney

Assine "FORA SARNEY" Aqui>>

Sarney oculta da Justiça Eleitoral casa de R$ 4 milhões

Do portal ig aqui>>
BRASÍLIA - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ocultou da Justiça Eleitoral a propriedade da casa avaliada em R$ 4 milhões onde mora, na Península dos Ministros, área mais nobre do Lago Sul de Brasília. De acordo com documentos de cartório, o parlamentar comprou a casa do banqueiro Joseph Safra em 1997 por meio de um contrato de gaveta.

Em nenhuma das duas eleições disputadas por ele depois da compra - 1998 e 2006 - o imóvel foi incluído nas declarações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral.

Sobre a ausência da casa nas declarações registradas na Justiça Eleitoral, a assessoria de Sarney informou, por escrito, que ocorreu um “erro do técnico que providencia a documentação do presidente Sarney junto aos órgãos competentes”. Afirmou ainda que o imóvel consta das “declarações anuais de Imposto de Renda (IR) do presidente, entregues também ao TCU (Tribunal de Contas da União) com frequência anual”.

Dois documentos do próprio senador, arquivados no Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP), deixam dúvidas sobre a declaração da casa à Receita Federal. Num dos documentos, apresentado na campanha de 2006, Sarney listou seus bens, mas sem nenhuma referência à casa de R$ 4 milhões em Brasília. Ao final, ele escreveu de próprio punho que aquela lista de bens declarados à Justiça Eleitoral é a reprodução fiel de sua declaração à Receita. “De acordo com minha declaração de bens à Receita Federal em 2006”, registrou o presidente do Senado no rodapé, que leva sua assinatura.

O outro documento é da campanha anterior, a de 1998. Na ocasião, Sarney juntou ao registro de candidatura uma cópia da sua declaração de IR apresentada à Receita naquele ano. O imóvel avaliado em R$ 4 milhões ficou de fora. Por ter sido comprado em 1997, o imóvel deveria constar da declaração de renda apresentada em 1998, ano-base 1997.

Registro

O valor de R$ 400 mil, segundo o banco, Sarney quitou logo no ano seguinte, em 1998. A transferência do imóvel, porém, se deu apenas em 2008, dez anos depois, quando a escritura foi lavrada e registrada no cartório de imóveis. À pergunta sobre a demora em transferir a casa, o Banco Safra respondeu: “Desconhecemos.” Por meio dos assessores, Sarney avisou que não responderia sobre a razão de ter levado dez anos para registrar o imóvel no Lago Sul em seu nome. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Tratamento de choque

Tratamento da polícia do senado em nome do oligarca maranhense ao repoter do CQC

Fora Saney em Macapá

Manifesto FORA SARNEY em Macapá mobilizou os internautas que lutam contra a oligarquia no estado do Amapá.

Heverson Castro mobilizou a Juventude petista santanense o qual esteve presente ao evento.
Na tarde desta quarta-feira (01/07), o movimento suprapartidário, FORA SARNEY, esteve na Praça da Bandeira para exigir, não somente a renúncia do oligarca maranhense do cargo de presidente do senado brasileiro, mas sua renúncia da vida pública. Estiveram lá todos os que militam nos meios alternativos de mídia amapaense, a internet. Apesar de somente este meio de comunicação – a internet através dos blogueiros – informar a população de tal evento, sem qualquer informação de rádios jornais e TV, ainda assim, teve a participação de mais de 200 pessoas.

O evento foi congratulado com presenças ilustres da política amapaense. Além da juventude socialista petista - grupo que luta nas bases contra o grupo majoritário do partido comandado por Dalva - estiveram lá discursando, o deputado Camilo Capiberibe, o deputado Randolfe Rodrigues, o vereador Clécio Vieira, além de blogueiros renomados como a nossa "irmã siamesa",congenere e lutadora, Alcinéa Cavalcante, entre outros.

Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Aperta o cerco ao oligarca maranhense

PT decide não prestar apoio incondicional a Sarney; partido faz nova reunião hoje
Do portali ig aqui>>

A bancada do PT decidiu não prestar solidariedade incondicional ao presidente José Sarney (PMDB-AP). Depois de cerca de duas horas e meia de reunião que se estendeu na terça-feira até as 23h, o partido acabou colaborando para enfraquecer Sarney ainda mais, ao fechar com uma proposta semelhante àquela apresentada à tarde ao próprio PSDB, que ponderou sobre a necessidade do senador peemedebista se afastar do cargo. A proposta do PT assemelha-se a uma intervenção branca. Sarney esperava o apoio total dos petistas.

O líder petista Aloizio Mercadante (SP) relatou que a sugestão é para que se crie uma comissão formada por representantes dos partidos e por consultores do próprio Senado, com o objetivo de gerir a crise e promover a reforma estrutural profunda que a Casa e a sociedade exigem. "Esta comissão vai se integrar à Mesa Diretora de forma complementar, porque o colegiado que compõe a Mesa tem mandato", observou o líder.

Pacto de silêncio

Um petista que participou do encontro explica que a decisão foi por um pacto de silêncio até que Mercadante e a líder do governo no Congresso, Ideli Salvatti (PT-SC), conversem com Sarney nesta quarta-feira. Depois da conversa, a bancada petista volta a se reunir ainda hoje.

Na prática, a comissão promoveria, no mínimo, uma espécie de intervenção branca, em que o colegiado se comprometeria com mudanças profundas como a extinção do serviço médico, do Interlegis e do Instituto Legislativo Brasileiro (ILB).

O petista lembra que Sarney não recusou a proposta do PSDB. Ficou de pensar sobre ela, mas acabou atropelado pelo líder tucano Arthur Virgílio (AM), que subiu à tribuna para revelar que Sarney recusara a oferta. "Queremos dialogar com a Mesa e para isto é indispensável a criação desta comissão", explicou Mercadante.

Agência Senado

Antonio Carlos Júnior (DEM - BA), Álvaro Dias (PSDB-PR) e o líder
do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN)


DEM, PSDB, PDT e PSol pedem afastamento


Sarney já conta com quatro partidos pedindo sua licença do cargo. DEM, PSDB e PDT fecharam questão contrária ao mandatário do Congresso na terça-feira, posição que foi tomada pelo PSol na segunda-feira. Esses partidos somam 33 senadores, oito a menos que os 41 necessários para votar a cassação de um mandato.

Apesar da soma, o número não é preciso. Isso porque na bancada do DEM, de 14 senadores, pelo menos quatro são favoráveis á permanência de Sarney.

No PSDB também há defecções. O vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO) é um dos tucanos que não quer o afastamento. Nos bastidores, tem ponderado que a cadeira da presidência estaria “muito quente” neste momento, e que a crise poderia cair em seu colo caso assumisse o cargo.

Por outro lado, a bancada do PMDB, que apóia Sarney e tem 19 senadores também conta com aqueles que querem a cabeça de Sarney. O exemplo mais notório é Pedro Simon (RS), que está licenciado devido a uma cirurgia no apêndice.

Sarney não cogita se licenciar

Apesar do fogo contra Sarney, o presidente disse, por meio de seu porta-voz, que sequer cogita se licenciar do cargo. Senadores do PMDB disseram à reportagem do Último Segundo que o presidente conta com o apoio do Planalto para superar a crise. Também estaria se espelhando no exemplo de Renan Calheiros (PMDB-AL).

O colega teria dito a Sarney que só se manteve vivo no Senado pois enfrentou a crise na cadeira de presidente. Caso contrário, acredita, teria sido cassado num dos diversos processo que respondeu por quebra de decoro parlamentar.

Caras - pintadas nas ruas, outra vez

Do site do Correa Neto
Começa nesta quarta-feira em diversas capitais brasileiras, um movimento semelhante ao que mobilizou a Nação, e ajudou a empurrar Fernando Collor de Melo para fora do poder. Agora o movimento muda o foco, e as luzes se fixam sobre um dos mais atrasados políticos brasileiros, José de Ribamar Sarney.

O “Fora Sarney” é a resposta da sociedade do Brasil à cinquenta anos de malefícios produzidos pelo último dos coronéis da política nacional, que a grande imprensa do Brasil enalteceu durante tantos anos, e só agora descobriu uma pequena parte da capacidade que José Sarney tem de manipular o poder para satisfazer seus interesses. O que a grande imprensa está descobrindo e mostrando, é troco diante do que tem para ser mostrado. O atual presidente do Senado entrou na vida pública, com os bolsos vazios, e foi como político que construiu a imensa fortuna que tem hoje, É preciso saber como esse dinheiro todo foi parar nas mãos dele. Quem sabe não e a hora. De saltar da sujeira do Congresso para investigar a relação do senador com os órgãos públicos que mantém sob controle, ou visitar o Maranhão, para saber como foi feito o negócio com o Banco do Estado, vendido por R$ 70 milhões, pouco depois de o Governo do Estado, via Roseana Sarney, a governadora que vendeu o Banco ter tomado R$ 300 milhões emprestados, exatamente para a revitalização.

Se os jovens caras - pintadas forem para as ruas outra vez, vão mexer com assuntos como o Aeroporto de Macapá, as facilidades obtidas pelas mineradoras no Amapá, os financiamentos da Sudam. Só isso aí tem lixo para mais de tonelada. Revirando, vai ser duro suportar o odor fétido, mas o Brasil sairá mais limpo, com o ar respirável.
Em Macapá a manifestação começa às 16 horas na Praça da Bandeira.

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Juventude do PT convoca militância para o Ato Fora Sarney!

Do blog do Heverson Castro
A juventude do PT de Santana por unanimidade chama todos os militantes juvenis do partido, movimentos sociais, grêmios estudantis e centros acadêmicos a engrossarem o movimento pelo Fora Sarney no Amapá. (foto Ato Pelo Passe-Livre em Santana).

Amanhã acontece Ato na principal praça da cidade de Macapá, que terá a participação de intelectuais, lideranças juvenis e militantes sociais que as ruas pedir a renuncia do Senador pelo Amapá, que está chafurdado em denúncias no senado.

O movimento pelo Fora Sarney começou pela internet, com a iniciativa de blogueiros e twitteiros, que convocam todos a tomares as ruas.

Para Heverson Castro, blogueiro, membro do Diretório Municipal do PT e Coordenador de Formação Política da JPT de Santana, "esse é um momento histórico, onde os jovens novamente irão protagonizar um novo momento político na história brasileira, a juventude vai às ruas em todo Brasil pedir a renúncia do oligarca do Maranhão. E a internet foi primordial para fazer contraponto à mídia amapaense que esta do lado de Sarney, é ela o principal instrumento de oposição às elites locais e nacionais."
Segundo o Secretário Municipal de Juventude do PT em Santana, Emerson Renato, "é hora de a juventude tomar conta das ruas e denunciar os desmandos do coronel do Maranhão, que tomou de assalto nossas esperanças." O povo do Amapá não pode mais ter um homem desses representando nosso estado.

Kelson Rocha, Coordenador do CA de Filosofia da UEAP, membro do Diretório Estadual do PT, finaliza: “independente da posição de setores moderados do PT, que tentam fazer defesa de Sarney por conta da maldita governabilidade, a Juventude do PT mostra que não está presa as cúpulas e vai novamente ser ativa nesse processo de mobilização. Kelson Rocha foi Secretário Estadual de Juventude do PT de 2005 a 2008.”

Hoje, diante dos escândalos que pipocam na imprensa, é o Brasil que se mobiliza pedindo o afastamento do coronel maranhense.

Nesta quarta-feira, um ato público em Macapá reforçara o clamor do país. Fora Sarney! Vai acontecer às 16 h na Praça da Bandeira.( foto da Caravana Nacional da JPT em Santana em 2008)

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

O "nosso" oligarca e o islã

*Por Nezimar Borges

Um tema um tanto quanto delicado a se comentar, a questão religiosa ao redor do mundo e ao decorrer do tempo. A lógica do sucesso desta religiosidade é, para a minoria das análises, a “venda” do produto mais que imperecível, que está sempre a contribuir para uma satisfação temporal do ser humano no presente, e, uma louvável e duradoura eternidade no futuro, resumindo, o sentimento abstrato da natureza humana: A esperança. Por esta o homem comete absurdo e barbárie, sempre em nome de um ser superior, causando estragos. Sua causa passa pelo controle social da sociedade pelos conservadores, até a causa de tantos conflitos e guerras, da investida das cruzadas à investida do extremismo religioso de Bush e de Osama Bin Laden; passando ainda, pelo machismo cultural dos povos, o apedrejamento de mulheres na Nigéria; e pela “gestapo” inquiridora entre outras barbáries.

No artigo de hoje, o oligarca maranhense, tece artigo sobre a maior religião do mundo, o islamismo, usando termos pejorativos àquela religião. Mas há de dar destaque não apenas a uma, ou outra religião, mas sim na própria religiosidade em si. Diferentemente do que faz o oligarca, destacar-se-á, alem da doutrina islã, também a cristã.

Todavia pode-se fazer uma comparação parecendo ser absurda para muitos, mas para outros facilmente compreendida: Religião pode ser comparada à barbárie?

Ligando o islã à barbárie, e ele tem razão, quando diz: “Outros países vão à mutilação do clitóris para que a mulher seja apenas um repositório do sêmen do homem.” Isso é apenas o mínimo dos maiores absurdo que acontecem com as mulheres muçulmanas. A questão religiosa, atualmente, para os ocidentais, tem dado o que falar, especialmente na ênfase nos modus da doutrinaria islâmica. A destacar os protestos de rua no Irã, a luta por mais liberdades para as mulheres as quais são subjugadas, pelas leis islâmicas, de seres, não de segunda, mas de quinta categoria. Por tudo, há de se fazer analise mais apurada do papel da religiosidade no mundo moderno.

Não obstante, em sua grande e esmagadora maioria, tornou-se uma forma de “mercantilismo”, de outra forma a “vanguarda” dos opressores frente aos oprimidos. Isto acontece agora no Irã e em outras partes do mundo. Portanto, não se deve ir muito longe, aqui pelas terras tucujus, nas ultimas eleições, essa “vanguarda” atuou descaradamente, tendo na figura de Sarney o principal articulador e orquestrador dessas políticas nefastas, influindo, talvez, no resultado das eleições. Quando o aparelho do estado “liga-se” à religião para perpetuar seu poder, recrutando e cooptando, através do poder econômico, as lideranças religiosas para implementar sua política ideológica em seus cultos religiosos, em detrimento aos adversários, e, assim cooptando votos através da lavagem cerebral.

A crítica se faz à religiosidade moderna frente aos primeiros religiosos, estes tidos como modelo de comunidade, longínqua da modernidade, chamados de comunistas primitivos, totalmente divergentes do pensamento teológico contemporâneo o qual se tornou um promissor e bem sucedido comércio. Em tempo, pode se imaginar, de comungar da mesma mesa, a se sentar, o papa, Bush, Bin Laden e o Nazareno, a negociar um termo-acordo de paz entre os homens?. Por hora, imagina-se que tal seria impossível. A religiosidade intrínseca e exacerbada postaria a prova qualquer entendimento neste sentido. O que faz corroborar pela critica da religiosidade moderna, além de outros argumentos mais plausíveis para estes questionamentos.

Embora para a esmagadora maioria, a religiosidade para os pobres mortais seja necessária, pois do contrario, pensam, o mundo seria um caos, para outros, diferentemente, vê nela, principalmente no seu extremismo, a ameaça a civilização. A barbárie não tão preocupante àquela investidas, como por exemplo, das cruzadas ou a investidas da santa inquisição, mas nos tempos contemporâneos de proliferação de armas nucleares. Se estas caírem, um dia, em mãos desses grupos extremistas ou de algum muçulmano, louco varrido pela fé, seria o fim. Mas essas armas tiveram ao alcance de um extremista religioso ocidental, cristão diga-se, o tri-louco George W. Bush. O que este deixou de legado, apesar de ter em suas mãos tais armas, não diferente do que as tivessem sido usadas, ainda assim, o fruto de seu extremismo religioso, o genocídio de mais de um milhão de iraquianos. Mortos pelos invasores, entre estes, idosos, jovens, mulheres e principalmente crianças, pois esta ultima são um insurgente em potencial que precisam ser eliminado. Isto frente a pouco mais de 4 mil soldados americanos mortos. Estes são dados que dificilmente se vê nos noticiários – a grande massa de baixas civis iraquianas desde o inicio da guerra. E dificilmente irá se vê alguém insistindo, em parte, nessa analogia, guerra e religião. Para quem não a entende, ainda assim, compreende o choque de civilizações. Mas o que seria esse choque se não as conseqüências desastrosas dos neocons – chamados conservadores americanos – no Iraque? Quando se viu, depois de cinco anos da guerra do Iraque, o papa atual encontrar-se na casa branca com Bush e este beijar sua mão, pôde-se compreender que esse choque de civilização encontra-se numa encruzilhada e poder-se-ia dizer, sim, choques e interesses de religiões, como pano de fundo, conciliadas a outros interesses não menores que aqueles.

Contudo há um fato tido como divisor de águas para a humanidade, “11 de setembro de 2001” ataque de extremistas religiosos islâmicos às torres gemias em Nova-Yorque. Naquela fatídica manha de terça-feira, religiosos com fé extrema pegaram de assalto vários aviões e o que se viu, a seguir, foi o terror. Acreditavam eles que depois do ato teriam a salvação e o desfrute de setenta virgens no céu de Alá. Esse triste episódio tirou dos armários intelectuais adormecidos, estes sempre em apoio à religiosidade moderna. Depois de tal ato, alguns começaram a questionar, pelo menos, esta forma de religiosidade. Outros vão mais além, questionam qualquer tipo de religiosidade como nociva aos seres humanos, tendo seu maior expoente o biólogo naturalista Richard Dawkins, que em seu livro – “DEUS, um delírio” - ataca a religiosidade como nunca antes vista depois de Nistche. O que se pode desprender depois desses acontecimentos, é que diante do avanço da ciência e da modernidade, a religiosidade perde terreno. Ratificada por tais atos de barbárie os quais afloram através de grupos religiosos totalmente nocivos à humanidade. O que se faz afirmar mais de uma vez, a tentativa de alguns setores da igreja, principalmente, a católica, tentar conciliar ciência e religião. Para não perder seu lugar de destaque é melhor dar-se um passo a trás, para depois, dois à frente.

*Nezimar Borges - Tecnólogo e Professor



Artigo do oligarca maranhense aqui somente para assinante.

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Sarney, escândalo e corrupção

Veja somente algumas das maracutaias do velho oligarca brasileiro:

Clóvis Rossi, FOLHA só para assinantes: Fora Sarney é pouco aqui>>

Empresa de neto de Sarney opera em esquema suspeito aqui>>

Neto de Sarney opera crédito consignado no Senado aqui>>

Senado paga dois funcionários em mausoléu de Sarney aqui>>

Funcionário da Fundação Sarney recebe salário do Senado aqui>>

Mordomo de Roseana Sarney é pago pelo Senado; procurador quer explicação aqui>>

Cunhada se Sarney também recebis salário do senado aqui>>

Em sigilo, Senado demite irmão de Sarney aqui>>

Irmão de Sarney foi alvo de grampos da Polícia Federal aqui>>

Parente de genro de Sarney recebe do Senado aqui>>

LEIA O ARTIGO O "NOSSO" OLIGARCA E ACORRUPçÃO AQUI>>

 
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